O jeito certo da psicoterapia psicanalítica: Entenda os 4 princípios que sustentam a escuta, o vínculo e o manejo técnico.
- Rui Sibilio

- 28 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 4 de nov. de 2025
Exclusivo para psicólogas que querem consolidar o consultório psicanalítico mesmo sendo iniciantes. O ponto de partida não é o diploma. É a prática clínica. A Psicanálise nasceu no consultório de Freud. A teoria veio depois, como desdobramento da experiência com o paciente.
O jeito certo se apoia em 4 princípios. E o motivo é simples: cada um deles preserva algo que surgiu da prática clínica de Freud e foi confirmado na rotina de consultório.

Os 4 princípios são:
1) Experiência clínica como base do aprendizado. Por quê? Porque a Psicanálise nasceu da escuta de pacientes. Freud formulou a teoria a partir do que observou em sessão. Quando a prática vem primeiro, a teoria deixa de ser abstrata e a psicóloga se apropria do trabalho clínico.
2) Metapsicologia freudiana. Por quê? Porque ela foi construída a partir da clínica. Freud percebeu que a Neurologia da época não explicava todos os tipos de fenômenos psíquicos, foi preciso avançar. Daí surgiu a “meta-psicologia”, “meta” significa “além de”: uma lente para entender processos psicológicos inconscientes, aqueles independentes da atividade do cérebro. Essa lente guia a escuta clínica e orienta o vínculo com o paciente.
3) Método psicanalítico. Por quê? Porque as técnicas nasceram do manejo técnico no consultório. Associação livre, atenção flutuante, interpretação e abstinência não são ideias soltas. São regras derivadas da experiência clínica que diferenciam a psicoterapia psicanalítica de uma conversa comum.
4) Tripé formativo (análise pessoal, supervisão e seminários clínicos). Por quê? Porque a formação foi sistematizada para manter a prática clínica como ponto central. Desde as primeiras sociedades psicanalíticas, consolidou-se a prática simultânea desses três eixos para sustentar a transmissão fiel à origem da Psicanálise.
Proposto por Freud
Quando esses princípios atuam juntos, a clínica ganha consistência. A escuta fica precisa. O vínculo se aprofunda. O manejo técnico se torna mais seguro. É assim que a prática clínica preserva sua fidedignidade à proposição freudiana e o consultório se consolida.
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