Tripé formativo em psicoterapia psicanalítica (Princípio 4). Entenda por que a psicoterapia pessoal, supervisão clínica e seminários clínicos sustentam a formação contínua.
- Rui Sibilio

- 4 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 8 de nov. de 2025
Exclusivo para psicólogas que desejam consolidar o consultório psicanalítico mesmo sendo iniciantes: essa consolidação não depende apenas de diplomas ou títulos. A formação em Psicanálise é contínua e exige compromisso permanente com aquilo que sustenta a prática desde sua origem: a experiência clínica. É nesse ponto que entra o chamado tripé formativo, reconhecido como base da formação psicanalítica há mais de 100 anos.
O tripé precisa ser praticado simultaneamente ao longo da carreira. Ele garante que a psicóloga iniciante não se afaste dos princípios fundamentais que estruturam a Psicanálise. É justamente essa constância que fortalece a identidade profissional e traz segurança no consultório.

O tripé é composto por três pilares que devem caminhar juntos:
I) - Psicoterapia pessoal — vivenciar a Psicanálise na posição de paciente é essencial para resolver os próprios conflitos inconscientes. Além do efeito terapêutico, essa vivência tem caráter formativo, pois permite compreender, na prática, como a Psicanálise funciona no consultório.
II) - Supervisão clínica — discutir casos com profissionais experientes ajuda a ampliar a visão, corrigir pontos cegos e refinar o manejo técnico. É um espaço fundamental para lidar com fenômenos como transferência, resistência e defesas.
III) - Seminários clínicos — encontros coletivos que integram teoria e casos práticos. Eles permitem a troca entre colegas e reforçam a importância da experiência clínica, evitando que a formação se reduza a teoria abstrata.
Esse modelo não é uma escolha aleatória. Desde a fundação das primeiras sociedades psicanalíticas, em 1910, há consenso de que o tripé é indispensável. Ele conecta teoria e prática, garante que a formação não se perca em conteúdos distantes da clínica e mantém viva a essência da Psicanálise.
Outro ponto essencial é a convivência em comunidade. A troca de experiências com colegas cria oportunidades de reflexão e aprendizagem coletiva, fortalecendo a identidade clínica e dando mais confiança no manejo técnico.
Consolidar o consultório passa, portanto, por esse compromisso. Somente ao integrar psicoterapia pessoal, supervisão clínica e seminários clínicos é possível sustentar, com ética e técnica, o caminho da psicoterapia psicanalítica.
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