O engano da formação convencional em Psicanálise. Por que aulas e diplomas não garantem preparo clínico.
- Rui Sibilio

- 6 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Há uma ilusão persistente entre psicólogas iniciantes: acreditar que basta concluir a graduação ou uma pós-graduação em Psicanálise para estar preparadas para atender. Mas esse é um dos maiores equívocos da profissão. O consultório mostra rapidamente que títulos acadêmicos, por si só, não garantem preparo clínico — principalmente para quem deseja consolidar o consultório psicanalítico nos primeiros anos de atuação.

Na graduação, a Psicanálise ocupa poucas horas de aula. Os professores são, em sua maioria, generalistas, e o curso apresenta inúmeras teorias sem aprofundar nenhuma. O resultado é previsível: forma-se uma psicóloga com habilitação, mas sem qualificação real para sustentar um processo clínico.
A pós-graduação, muitas vezes vendida como solução, repete o mesmo problema. Aulas teóricas, textos históricos e autores diversos, mas quase nenhum espaço para estudo de caso ou manejo técnico. O que se acumula é diploma, não experiência. Isso gera insegurança no atendimento e frustração diante das desistências e interrupções de pacientes.
A verdade é simples e direta: a Psicanálise nasceu da clínica e só pode ser aprendida dentro dela. Foi atendendo pacientes que Freud descobriu os fenômenos inconscientes, estruturou conceitos e desenvolveu as técnicas fundamentais do método. Nenhum diploma substitui essa vivência.
A psicoterapia psicanalítica exige muito mais que títulos. Ela pede prática constante, análise pessoal, supervisão clínica e inserção em comunidades de estudo. Só assim é possível transformar a teoria em técnica viva, sustentada pela experiência clínica. Sem esse caminho, a profissão corre o risco de se reduzir a repetições superficiais, incapazes de sustentar uma prática sólida.
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