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O risco do consultório não dar certo. Por que diplomas sem prática clínica comprometem a formação em psicoterapia psicanalítica.

  • Foto do escritor: Rui Sibilio
    Rui Sibilio
  • 8 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

O que às psicólogas iniciantes não sabem, é que acumular diplomas de graduação e pós-graduação em Psicanálise não é suficiente para para o trabalho no consultório. A realidade demonstra que a habilitação acadêmica não garante qualificação clínica.


psicoterapia psicanalítica - psicanálise
os impasses na consulta

Sem a prática clínica, a formação permanece incompleta — e o risco da carreira não dar certo se torna cada vez maior, especialmente para quem deseja consolidar o consultório psicanalítico mesmo nos primeiros anos de carreira.


O problema está na ênfase que os cursos dão à teoria, deixando a experiência clínica em segundo plano. Freud não construiu a Psicanálise em bibliotecas ou salas de aula, mas no contato direto com pacientes, a partir da escuta e da análise dos sintomas. Se a própria origem da Psicanálise está enraizada na clínica, por que ainda hoje se insiste em um modelo de formação que pouco privilegia essa dimensão?


psicoterapia psicanalítica - psicanálise
os pacientes difíceis

O resultado dessa lacuna é visível no dia a dia: psicólogas que chegam ao consultório inseguras, sem clareza sobre como conduzir a escuta, como sustentar o vínculo ou como manejar os fenômenos inconscientes. Muitas vezes, o atendimento se reduz a uma conversa comum, incapaz de diferenciar a psicoterapia psicanalítica de qualquer outro tipo de diálogo.


Do ponto de vista ético, isso é preocupante. O paciente busca na psicoterapia psicanalítica uma escuta qualificada e mediada por técnica. Se a formação da psicóloga não é ancorada na prática clínica, o risco é comprometer a confiança do paciente, a continuidade do processo e a própria credibilidade da Psicanálise.


Por isso, é necessário reconhecer: a prática clínica não é um complemento opcional, mas o núcleo da formação. Supervisão, análise pessoal e seminários clínicos são caminhos indispensáveis para que a teoria se mantenha viva, articulada à realidade do consultório. É nesse espaço que a psicóloga se torna capaz de transformar conceitos em ação, garantindo consistência técnica e ética no atendimento.


Em suma, o diploma abre a porta, mas é a prática clínica que sustenta o consultório. Sem ela, o risco de não dar certo é grande. Com ela, a psicóloga encontra a base sólida para consolidar sua identidade profissional e oferecer ao paciente um trabalho de fato psicanalítico.


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Rui Alexandre Sibilio

psicólogo CRP 06-94026

📞 Celular: (013) 99737-8504

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